Auditoria do Tribunal de Contas do RIO aponta superfaturados em respiradores

O contrato previa compra de 1000 aparelhos por 183 milhões de reais três vezes o valor do mercado. A Auditoria foi feita nos três contratos assinados entre o Governo do Estado do Rio e as empresas que comprometeram a vender mil respiradores que seriam instalados em Hospitais de Campanha para pacientes com a COVID-19. Os contratos passam de 183 milhões de reais segundo o relatório a indícios de fraudes uma delas séria, a dispensa das empresas de apresentar a pesquisa de preços dos equipamentos sem nenhuma justificativa.

Outra irregularidade foi à contratação de fornecedores que não teriam capacidade financeira e nem atuariam no ramo médico, eles são especializadas na venda de equipamentos de informática e até no comércio de alimentos. Os Conselheiros apontaram ainda sobre preço dos aparelhos no mercado, segundo o Tribunal de Contas à média seria de R$ 60 mil reais por respiradores, mas as empresas contratadas ofereceram aparelhos 200% mais caros. O sobre preço total segundo a auditoria é de 123 milhões de reais, as empresas teriam recebido antecipadamente 36 milhões de reais.

O Tribunal de Contas apontou que o ex-secretário de Saúde Edmar Santos e o ex-subsecretário Gabriel Neves, como os principais responsáveis pelas irregularidades e pede que os dois devolvam os cofres públicos o dinheiro pago as empresas que até hoje só entregaram 52 respiradores e nenhum serve para pacientes com covid-19. Pode ter ocorrido improbidade administrativa nas contratações emergenciais, essas contratações devem obedecer à lei de licitação principalmente no que tange ao preço.

Edemar Santos foi exonerado, mas mudou de cargo, foi nomeado pelo Governador Wilson como secretário extraordinário que coordena as ações de combate à covid-19 no estado. Gabriel Neves está preso junto com outras cinco pessoas investigadas no esquema de corrupção na Secretaria de Saúde que até agora não conseguiu inaugurar seis Hospitais de Campanha prometidas por Witzel. Na semana passada a Polícia Federal prendeu o empresário Mário Peixoto suspeito de fechar contratos milionários com Governo para manutenção de unidades de saúde e ainda a construção de Hospitais de Campanha.

Em ligações telefônicas autorizadas pela Justiça, operadores financeiros de Mário Peixoto afirmam que o empresário pagou para Wilson Witzel revogasse a suspensão de contrato de uma das empresas envolvidas no esquema. Segundo Ministério Público Federal antes de ser preso, Mário Peixoto ainda pagava propina para manter contratos ativos com o Governo de Wilson. Em Março deste ano foram 36 milhões de reais para prestar serviços a Faetec e Outros 26 milhões com DETRAN.

O Governo do Rio informou que os contratos foram cancelados e que serão auditados pela Controladoria-geral do Estado. Em uma rede social o Governador Wilson Witzel disse que todos os Hospitais de Campanha serão entregues.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

dezoito − dez =

%d blogueiros gostam disto: