Aumenta os casos de coronavírus em todo território brasileiro

O Brasil ultrapassou um marco muito simbólico e triste nesta sexta-feira da Paixão. Bastaram 24 dias para que a COVID-19 matasse mais de mil pessoas no país e metade dessas pessoas estão em São Paulo. Em um ritmo cada vez mais rápido, o novo coronavírus foi se espalhando em quanto autoridades da Saúde tentavam convencer a população, que o perigo é real e que as medidas de isolamentos são fundamentais para evitar um número maior de morte.

A primeira foi na terça-feira 17 de Março em São Paulo, na sexta-feira daquela semana dia 20 eram 11 mortos, uma semana depois e o país oficialmente contou 92 óbitos em nove estados, mais uma semana e o número de mortos havia subido para 359 em 22 estados e passado mais sete dias esse número praticamente triplicou para 1056 mortos. Desde a última terça-feira o coronavírus matou mais de 100 brasileiros por dia.

O novo coronavírus já matou três vezes mais pessoas que gripe, o Sarampo e Chikungunya juntas este ano. A dengue matou 181 pessoas, a gripe 100 pessoas, Sarampo 4 e a Chikungunya 3. O perfil das mortes por coronavírus vem mudando, a maioria tem mais de 60 anos e doenças como, problemas no coração ou diabetes. No entanto esse grupo vem mudando é cada vez maior o número de vítimas fora desse grupo.

No dia 27 de Março 11% eram de pessoas com menos de 60 anos, em 3 de abril e esse percentual subiu para 15% e hoje é de 23%. Os casos fatais sem fator de risco eram 15%, subiu para 18% no dia três e hoje são 26%. Esta semana, o Brasil registrou a primeira morte de paciente entre 0 e 5 anos. Ontem sete das vítimas tinham menos de 40 anos. Hoje um adolescente foi a primeira morte entre os índios Yanomami.

O ministério da saúde reforça que precisamos manter as medidas de distanciamento social, porque se muita gente ficar doente agora, o sistema de saúde não vai aguentar. O Brasil não tem leitos suficientes, não tem equipamentos de proteção para todos os profissionais de saúde e nem testes para acompanhar a velocidade da epidemia que está se espalhando.

Na semana passada, o Ministério da Saúde informou que quatro Estados, São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Amazonas e o Distrito Federal, estavam entrando na etapa mais aguda da epidemia, como aceleração descontrolada. Nos últimos dias o Amapá também entrou em situação de emergência. O Ministério começou a distribuir 60 respiradores para Fortaleza, Manaus e Macapá, capitais que precisam aumentar com urgência o número de leitos de UTI. Em Manaus Hospital referência para o tratamento da COVID-19, já atingiu a capacidade máxima de atendimento.

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