Como a restrição social pode reduzir o contágio do coronavírus

Todos nós estamos vendo que em diversas partes do mundo estão sendo decretada as medidas que restringem a movimentação de pessoas, mas que diferença faz ficar em casa? A boa notícia é que pode ser enorme o impacto das chamadas medidas de distanciamento social. É importante destacar que, o fundamental aqui não é apenas o seu risco individual, “tipo sou jovem se contrai o vírus dificilmente vou morrer”, não o fundamental é o seu papel na cadeia de contágio.

Vamos fazer uma simulação, cada pessoa com coronavírus segundo os dados disponíveis até agora, infecta em média, 2,5 pessoas em cada 5 dias e sim é um vírus considerado bastante contagioso, principalmente por conta do chamado contágio assintomática ou seja, por pessoas que não tem sintomas ou com sintomas muito leve. Elas passam o vírus adiante, se não houver nenhuma medida de restrição, depois de 30 dias, aquela única pessoa com o vírus, basicamente se transforma em 406 pessoas contaminadas.

Então vem a boa notícia que não vem de graça e não vem sem esforço, se você reduz a interação social, consegue cortar pela metade a taxa de infecção, ou seja reduz a taxa de 2,5 para 1,25. Olha o que acontece depois de 30 dias, em vez daquelas 406 pessoas infectadas, você terá apenas 15 pessoas infectadas.

É claro não conseguimos reduzir a 0 a taxa de infecção porque, o contato humano contínua existindo, em profissionais essenciais, em pessoas que desrespeitam regras, tem também o contágio dentro dos domicílios, têm locais de moradia que infelizmente não permitem o distanciamentos. É incrível o premio-contágio quando você tem essa redução de 50% na taxa de infecção, por meio de medidas de restrição social, de 406 pessoas para 15 infectados no intervalo de apenas um mês.

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