Jair Bolsonaro nomeou o novo diretor Geral da Polícia Federal Rolando Alexandre de Souza

Em menos de uma hora o presidente Jair Bolsonaro nomeou o novo diretor geral da Polícia Federal e mandou publicar em uma edição extra do Diário Oficial e deu posse a Rolando de Souza. Souza trabalhava na ABIN como braço direito de Alexandre Ramagem o amigo da família de Bolsonaro que o Supremo impediu de assumir o cargo.

Foi uma cerimonia de posse relâmpago entre a nomeação de Rolando Alexandre de Souza pela manhã e a posse no cargo, passou apenas meia hora. Só depois de encerrada é que a cerimônia foi incluída na agenda do Presidente. A posse ocorreu no gabinete Presidencial, sem público, bem diferente do que aconteceu na semana passada para posse de Alexandre Ramagem. Tudo para tentar evitar que a nomeação fosse suspensa na justiça, como aconteceu com Ramagem, o nome preferido de Bolsonaro.

A posse dele foi barrada pelo Ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal, atendendo a um pedido do PDT. O ministro viu na nomeação desvio de finalidade e afirmou que cabe a justiça impedir nomeações do executivo que contrariem princípios da Constituição como, a moralidade, a impessoalidade e o interesse público.  Alexandre Ramagem é amigo da família de Bolsonaro, o Presidente Disse que mandaria Advocacia Geral da União, recorrer da decisão do Supremo Tribunal Federal.

Rolando Alexandre é bem próximo de Ramagem, na quinta-feira passada Ramagem se reuniu com o Presidente no Palácio da Alvorada. Após isso o nome de Rolando ganhou força para comandar a PF, ele era secretário de planejamento e gestão da ABIN comandada por Ramagem. Rolando foi também superintendente da Polícia Federal em Alagoas de 2018 a 2019. No fim da manhã o novo diretor geral da Polícia Federal saiu do Palácio do Planalto e foi para a sede da PF.

Rolando Alexandre de Souza não deu mais declarações à primeira ação deles segundo Fontes da Polícia Federal, envolve o comando da PF no Rio de Janeiro, ele teria sondado o Superintendente Carlos Henrique de Oliveira Souza para vir para Brasília como diretor executivo, abrindo espaço para nomear um novo chefe da Polícia Federal no Rio.

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