O Governador do Rio Wilson Witzel é investigado por fraudes em contratos milionários

O Governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel foi o principal alvo de operação da Polícia Federal que apuram supostas fraudes em contrato milionário para construção de Hospitais de Campanha durante a Pandemia. Isolando no Palácio a imagem é de um Governador pensativo, enquanto a Polícia Federal fazia buscas em vários endereços. Equipes vindas de Brasília cumpriram 12 mandados de busca e apreensão em dez locais, entre eles o Palácio Laranjeiras residência oficial de Wilson Witzel.

O Palácio Guanabara sede Administrativa do Governo e também um apartamento da família na Zona Norte do Rio, computadores e celulares foram apreendidos. A quebra do sigilo foi autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça, um chaveiro precisou ser chamado para abrir um cofre que estava no imóvel. O apartamento do ex-secretário de Saúde Edmar Santos também foi alvo de operação que investiga denúncias de envolvimento de Witzel com empresários que tem contratos suspeitos com a Secretaria de Saúde do Rio.

A Polícia Federal investiga um plano corrupto envolvendo a IABAS organização social contratada para instalar os Hospitais de campanha no estado. O esquema teria desviado dinheiro público nas ações de combate a pandemia da COVID-19. A operação foi batizada de Placebo, um tipo de remédio sem efeito é usado apenas para induzir mudanças psicológicas no paciente, ela foi autorizada pelo Ministro Benedito Gonçalves do STJ. Wilson Witzel é citado em investigações do Ministério Público Estadual e Federal.

 O depoimento de Gabriel Neves ex-subsecretário de Saúde na prisão, foi decisivo para a ação de hoje, as declarações de Gabriel Neves apontaram que as fraudes tinham a conivência do Palácio Guanabara e Wilson Witzel teria o conhecimento que empresários seriam favorecidos em contratos e o escritório de advocacia da primeira-dama teria recebido dinheiro do esquema.

Na decisão o Ministro detalhou que a vínculo suspeito entre Elena Witzel e empresas investigadas e que comprovantes de transferências bancárias e troca de e-mails com operadores financeiros do empresário Mário Peixoto que está preso, comprovam a ligação da primeira-dama com esquema. Wilson Witzel negou as denúncias e disse que sofre perseguição política.

 

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