O Senador José Serra e a Filha dele foram alvos de uma Operação da Polícia Federal

Depoimentos de executivos da Odebrecht confirmaram ao Ministério Público que Serra, quando era Prefeito e Governador de São Paulo, recebeu propina para beneficiar a construtora em obras bilionárias. A Polícia Federal cumpriu oito mandados de busca e apreensão entre os endereços, a casa onde mora a ex-mulher do Senador José Serra do PSDB e também foram ao apartamento do ex-tesoureiro do partido Ronaldo Cesar Coelho, o Advogado dele esteve no local.

O escritório de Ronaldo Cesar Coelho no Rio de Janeiro também foi alvo da Polícia Federal na operação de hoje, buscava novas provas para investigação que levou o Ministério Público a denunciar José Serra e a Filha dele Verônica Serra por lavagem de dinheiro no exterior e pedir o bloqueio de 40 milhões de reais em uma conta na Suíça. Segundo Os Procuradores Serra usava influência Política e o cargo de Governador que assumiu em 2007, para cobrar propina da construtora Odebrecht, em troca beneficiava empresa em obras do Rodoanel de São Paulo.

Na denúncia ao Ministério Público cita pagamentos que totalizaram quatro milhões e meio de reais em 2006 e 2007 e mais de 23 milhões de reais em 2009 e 2010. Para receber a propina segundo Ministério Público Federal, José Serra e a Filha Verônica usava um esquema criminoso sofisticado com objetivo de ocultar quem seriam os verdadeiros beneficiários dos repasses. De acordo com a investigação José Serra indicou a Construtora para os pagamentos a conta de uma empresa fora do país. Com informações da Suíça a operação Lava Jato Conseguiu descobrir o caminho que teria sido usado para lavagem do dinheiro ilegal. Para os Procuradores a empresa com sede na Suíça recebia as transferências da construtora, depois o dinheiro era repassado para outras contas entre elas a Dortmund International, empresa aberta no Panamá.

Os investigadores descobriram que Verônica Serra tinha uma procuração para movimentar esse dinheiro e teria mantido o controle da conta até 2014, segundo o Ministério Público o esquema foi descoberto com a delação de executivos da Empreiteira Odebrecht. Os Procuradores apontam que na planilha da propina mantida pela Construtora, Serra segundo os relatores tinha o codinome “vizinho” porque negociavam os pagamentos com o Executivo que morava perto da casa dele. Atualmente o Senador José Serra foi Ministro da Saúde, Prefeito de São Paulo, Governador do Estado e concorreu duas vezes a Presidência.

Em nota a assessoria dele diz que ação da Lava Jato causou estranheza indignação e que se baseou em Fatos antigos e prescritos, afirma ainda que o Senador reforça a licitude de seus atos e mantém sua confiança na Justiça. O PSDB de São Paulo disse que defende a ampla e irrestrita investigação dos fatos e ressalta a confiança do partido do Senador José Serra. A Odebrecht disse que colabora com a Justiça para esclarecer fatos do passado.